Grupo de Trabalho 2 – Gênero, Diversidade Sexual e Serviço Social

Dia 20 de outubro das 14h às 17h

Sala 09 –  Faculdade de Direito

Monitoras: Luanny C. P. S. Egas Soares e Bárbara Guimarães

Coordenadores:

Lidiany Cavalcante – Departamento de Serviço Social | ICHL/UFAM

Jefferson William Pereira – SUSAM

 

1 – Volte ao armário: reflexões sobre a homofobia em comentários de portal digital de notícias de Manaus

Lidiany de Lima Cavalcante e Suellen Beatriz Porto Vieira

RESUMO:O estudo objetiva analisar os comentários virtuais acerca da homoafetividade no portal digital do jornal “Acrítica” de Manaus. A pesquisa ancorou-se no método de análise da etnografia digital que permite a observação direta de comunidades e sítios virtuais, em diálogo com as produções de pesquisadores que trabalham sexualidade, homofobia, entre outras temáticas necessárias para o estudo. Evidenciou-se que, embora a conquista dos direitos pertencentes à população LGBTI tenha ocorrido de maneira significativa nos últimos anos, isto não representa tolerância social, ainda há preconceito resultante de séculos de construção de uma mentalidade social arraigada de conservadorismo e tradicionalismo. Tal preconceito, por sua vez, ultrapassa as cercanias do mundo presencial e é refletido nas relações virtuais dos indivíduos e, encontrando-se atrás do sigilo que a internet oferece, as negativas à diversidade se mostram intensas, fato presente nos comentários de notícias do portal Acrítica on line. As manifestações de rejeição e ódio compõe grande parte dos comentários analisados, entretanto, existem ainda comentários que retratam a tolerância social e o respeito ao outro.

Palavras-chave: Sexualidade; Homoafetividade; Homofobia.

 

2 – MÃE POR AFETO: reconhecimento tardio de maternidade sociohomoafetiva no Polo Avançado do Núcleo de Conciliação das Varas de Família

Lidiany de Lima Cavalcante, Luana da Encarnação Pinto e Suellen Beatriz Porto Vieira

RESUMO:O presente estudo aborda o reconhecimento tardio de maternidade sociohomoafetiva, realizada em um ambiente de justiça descentralizada denominado Polo Avançado do Núcleo de Conciliação das Varas de Família, um programa de extensão da Universidade Federal do Amazonas em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas. Objetiva-se enfatizar a importância das possibilidades de ação em meio a existência de famílias que buscam o meio jurídico da Conciliação para legitimar seus laços afetivos judicialmente, para reafirmar a concepção de diversidade de família como unidade afetiva e a quebra de paradigmas advindos das ações judiciais.

Palavras-chave: Sociohomoafetividade; Família; Direito.

 

3 – Família, Diversidade e Serviço Social: uma reflexão no processo de formação profissional

Ária Maria Mendes de Carvalho

RESUMO: A família é vista como um grupo social que se difere dos demais ao assumir formas e funções particulares, a complexidade e dinamicidade leva a família a passar por diversas transformações em seu contexto sociocultural. Seus aspectos demográficos, de parentesco, transmissão de bens, relação estado-família criam uma identidade de normalidade e aceitação. O presente trabalho aborda a temática família através de padrões sociais instituídos a partir da sexualidade humana, como instrumento normativo que influem em sua configuração, do conflito como espaço subjetivo de inclusão de “novas” configurações familiares que não recebem aceitação social principalmente por bases religiões. O estudo é fruto de pesquisa exploratória e apresenta dados coletados de 10 docentes e 20 discentes de uma instituição pública e uma privada, retratando o preconceito e o não reconhecimento de famílias homoafetivas.

Palavras-chave: Família, Homoafetividade e Serviço Social

 

4 – Estigma por SerOutsider: a homossexualidade e os traços do preconceito na história

Lidiany de Lima Cavalcante

RESUMO:As diversas faces da sexualidade humana envolvem comportamentos, ações e desejos que datam de percursos históricos longínquos. Os cânones culturais ditaram o que poderia ser visualizado como norma no universo do sexo, assim como também caracterizou o que seria transgressor. Nesse bojo, a homossexualidade apareceu ora como parte de cultura, ora como violação de um código na civilização. Estigmatizada desde o Brasil Colônia, a referida expressão da sexualidade se desenrolou em um cenário de invisibilidade e preconceito, acirrados pelo cariz do tradicionalismo. Um desejo que não ousava dizer o nome caiu nas garras do discurso fomentado pelos usos “devidos” do corpo e do sexo. O desejo entre os iguais biológicos já foi punido historicamente pela religião, pelo Direito e pela medicina, até alcançar, no final do século XX, o reconhecimento legal. Apesar de algumas mudanças no campo legislativo, tal aporte não significa tolerância ou aceitação de uma sociedade, visto que o sujeito ainda é visualizado como transgressor, anormal ou mesmo Outsider. Os traços do estigma e da invisibilidade ainda compõem o cenário encoberto pelo preconceito e pela discriminação, de uma expressão da sexualidade que existe, mas ainda é considerada “fora” dos cânones e dos padrões do contexto dominado pela heteronormatividade.

Palavras-chave: Estigma, Homossexualidade, Preconceito.

 

5 – CONFLITOS NA FRONTEIRA DA HOMOSSEXUALIDADE: violência e poder nas conjugalidades

Lidiany de Lima Cavalcante e Simone Eneida Baçal de Oliveira

RESUMO: A construção do humano encobre mecanismos silentes no desenho das relações conjugais, as quais podem ter traços patriarcais e patrimonialistas, que escondem estratégias de poder, submissão e conflito. Trata-se de verdadeiros castelos, que no limiar do século XXI desmoronam frente às fronteiras das sexualidades. Os sujeitos vistos como dissidentes, marginais e “anormais” do passado abrem as portas para a afirmação dos direitos, mas se cerram também no mutismo das relações  conflituosas, que semelhantes ao universo heterossexual, também apresentam desafios na convivência e no simbolismo de dominação. O estudo se propõe a mensurar sobre a existência do conflito nas relações homossexuais. Com a realização de entrevista com 20 (vinte) sujeitos, buscou-se adentrar no universo do interior das conjugalidades para destacar possíveis retratos de poder e da submissão, como alavancas do ostracismo do ser como sujeito de direitos.

Palavras-chave: Conflito, Homossexualidade, Poder e Violência.

 

6 – AS CRÔNICAS DE NÁRNIA NO SERVIÇO SOCIAL?  Os discentes e o debate sobre homoafetividade.

Alana Menezes de Lima e Márcia Irene Pereira Andrade

RESUMO: A partir do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) denominado: PORQUE EU GOSTO É DE ROSAS: a visão dos discentes do curso de Serviço Social acerca das relações homoafetivas na atualidade, desenvolvido em 2015 foi possível a análise da visão dos discentes do curso de Serviço Social noturno da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) sobre a questão da homoafetividade. Para tanto, discutiu-se sobre a união homoafetiva como um direito de cidadania na atualidade por meio do deslindamento do perfil dos discentes com base nos dados socioeconômicos e culturais. Utilizou-se um conjunto de procedimentos metodológicos em prol da obtenção organizada e coesa dos dados quantitativos e qualitativos necessários a análise do presente estudo, foi realizada uma acurada revisão bibliográfica, cujos fundamentos possibilitaram a investigação dos dados socioeconômicos e culturais dos sujeitos pesquisados que responderam a um questionário com perguntas abertas e fechadas. Desvelou-se com este estudo que a união homoafetiva é de fato garantida como direito, visto que desde 2013 o Brasil possui legislação aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e mais recentemente (2015) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovando a união civil entre pessoas do mesmo sexo, no entanto, a proteção contra a violência sofrida por estes indivíduos e os debates divergentes ainda causam extremo dano, impossibilitando a efetivação de outros direitos necessários a essas pessoas. Identificou-se não só o preconceito inerente ao discurso dos sujeitos pesquisados, mas principalmente o desconhecimento sobre a questão LGBT, sendo necessária a ampliação do debate crítico, atualmente incipiente, embrionário e pontual, no decorrer da formação profissional em serviço social. Os resultados revela-nos a primaz necessidade de se fortalecer os conteúdos sobre diversidade no decorrer da formação que deve primar pela defesa dos direitos de forma intransigente, cujo Código de Ética sinaliza que a profissão não deve ser discriminada e nem discriminar, o que infere a necessidade do aprimoramento e adensamento desse debate no percurso do processo formativo, para que discentes tenham uma formação concerta, real e prenhe de possibilidades face ao avanço da barbárie e do pensamento conservador.

Palavras-chave: Formação profissional, Relações Homoafetivas, Serviço Social.

 

7 – Novos Arranjos Familiares: paternidade, parentalidade e Relações de Gênero sob o Olhar de Mulheres.

Maria das Graças Souza de Matos

RESUMO: No Brasil, segundo Perucchi, Beirão, o índice do crescimento de lares chefiado por mulheres tem aumentado a partir da posição social de provedora do lar, tal posição se contrapõe aos preceitos do patriarcado tradicional. A família patriarcal era comandada pelo pai com plena e exclusiva autoridade sobre os filhos e esposa.De acordo com o Relatório Nacional Brasileiro o percentual de mulher na População Economicamente Ativa (PEA) aumentou de 31,3%, em 1981, para 35% em 1990, alcançando um índice de 40,7% em 1998. Outro dado apresentado nas Pesquisas Nacionais por Amostragem em Domicílio (PANED), em 1998, trouxe a luz números significativo, que as mulheres economicamente ativas com escolaridade igual ou superior ao ensino médio, passaram de 16,3% para 20,7%.Diante desse cenário socioeconômica ideia de prover o sustento da família, aparece de uma forma compartilhada pelo casal, bem como a afetividade, cuidados e função de participação efetiva em relação aos filhos. No entanto, o compartilhamento dos afazeres domésticos ainda tem se mantido enquanto responsabilidade feminina, ressaltando o espaço doméstico enquanto universo predominantemente de mulheres. A própria sociedade estimula o homem manter-se no papel tradicional, delimitando sua função de paternidade ao sustento e à disciplina.Conclui-se que, o modelo tradicional, de família nuclear, onde mães ficavam em casa para cuidar de seus filhos, na atualidade, é vestígio de uma sociedade passada. Observa-se que com o advento do capitalismo, a estrutura familiar foi afetada pelo valor econômico atribuído ao trabalho fora de casa, mas que podem ser equilibrados através do homem e da mulher, no que se refere aos seus compromissos com a família de maneira corresponsabilizada tanto no espaço doméstico quanto no espaço público.

Palavras-chave: Relações de Gênero, Igualdade de Gênero, Patriarcado.

 

8 – A violência contra a pessoa LGBTT no imaginário urbano

Gheysa Daniele Pereira Moura

RESUMO: O presente artigo foi elaborado para subsidiar as reflexões do eixo 3 – “Segurança Pública e Sistema de Justiça na Promoção e Defesa dos Direitos da População LGBTT” da I Conferência Regional Metropolitana de Políticas Públicas de Direitos Humanos e Promoção da Cidadania: Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais do Amazonas, realizada na cidade de Manaus-AM nos dias 16 e 17 de dezembro de 2015. No qual, procurou-se apresentar uma possível leitura do processo de construção da identidade do LGBTT no imaginário urbano, considerando os estatutos jurídicos, Direitos Humanos e os espaços de diálogo (conselhos, fóruns, etc) como instrumentos para desconstrução da imagem negativa desse grupo populacional. Delimitamos nossa reflexão na realidade urbana de Manaus, reconhecendo-se a população LGBTT como vulnerável a práticas de atos de violência extrema e de violação de Direitos Humanos na sociedade brasileira. Observa-se que apesar da ampliação do debate acerca dos direitos da pessoa LGBTT nos espaços acadêmicos e políticos, este grupo populacional continua sendo visto como uma “ameaça” a ordem pública, o que pode ser compreendido como fatores para violação do princípio da dignidade humana da população LGBTT e ausência de estatutos jurídicos internos que coíbam a violência extrema contra esse grupo. Pode-se dizer que ao negar o direito à existência da pessoa LGBTT, amplia-se os riscos de vitimização decorrente da intolerância. Nesse sentido, acredita-se ser os espaços de diálogo entre a população LGBTT e Estado, o principal instrumento de intervenção na realidade concreta para efetivação do princípio da dignidade humana, bem como de elaboração de estatutos jurídicos e políticas públicas que garantam a cidadania e os Direitos Humanos da pessoa LGBTT, além de serem espaços de compartilhamento de ações voltadas para sociedade civil, que visem a desconstrução da imagem pejorativa do LGBTT no imaginário urbano.

Palavras-chaves: Direitos Humanos; Espaços de Diálogo; LGBTT.

 

9 – A trajetória do Movimento Social LGBT no estado do Amazonas de 1991 a 2012

Jeffeson William Pereira e Iraildes Caldas Torres

RESUMO:Objetivamos realizar uma imersão nos banzeiros percorridos pelo movimento LGBT amazonense, destacando a gênese e a trajetória de suas principais organizações, suas estratégias de interlocução com o poder público e a sociedade, além dos desafios que permeia o seu fazer político. Trata-se de uma pesquisa de campo sob a orientação de abordagem qualiquantitativa, em que foram entrevistadas cinco militantes utilizando-se do instrumental da entrevista semiestruturada. O referencial teórico adotado está ancorado nas teorizações de poder postuladas por Michel Foucault e nos pressupostos políticos da teoria queer postos em conversação com teóricos e pesquisadores de movimentos sociais, a exemplo de Touraine (1998), Gohn (2000), Cardoso (1994), Doimo (2009), Facchini (2002, 2005), Simões; Facchini (2009) e Santos (2006). O estudo evidenciou a trajetória do movimento LGBT no Amazonas a partir do surgimento de suas organizações, das intricadas redes de relações entre seus principais militantes de suas ações coletivas, além das estratégias que se valem os militantes para pautar suas reivindicações.

Palavras-chaves: Movimento LGBT no Amazonas, Sujeito coletivo, Estratégias políticas.

 

10 – O ARCO-ÍRIS EM MOVIMENTO:LGBTs e as políticas públicas no Estado do Amazonas

Jeffeson William Pereira e Elenise Faria Scherer

RESUMO:A pesar do esforço do movimento social de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) e do recente despertar do Estado brasileiro para as questões voltadas à diversidade sexual enquanto direito, este segmento social ainda continua sendo uma das minorias mais discriminada nas sociedades ocidentais. Para superação dessa realidade, uma das estratégias encontradas pelo movimento LGBT é a implementação de políticas públicas direcionadas a essa população. Desta forma o objetivo central deste trabalho consistiu em investigar a trajetória histórica do movimento social LGBT no âmbito nacional e no Amazonas e analisar as políticas públicas voltadas à população LGBT. Para isso, propôs-se situar o processo histórico-social do movimento LGBT na sociedade brasileira; identificar as conquistas e obstáculos das políticas públicasLGBTs formuladas, executadas e fiscalizadas no âmbito dos três poderes; e averiguar as políticas públicas de direitos humanos destinadas à população LGBT no Estado do Amazonas. Através do trabalho de campo sob a orientação de abordagens qualitativas, sem excluir os aspectos quantitativos, procuramos evidenciar as técnicas de resistências, estratégias e táticas utilizadas pelo movimento LGBT frente ao Estado ou à sociedade em geral para reivindicar direitos à população LGBT, para tanto realizamos entrevista à gestora do Centro de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate à Homofobia Adamor Guedes – CRCH, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos – SEJUS, responsável pela efetivação de políticas públicas voltadas à diversidade sexual no Amazonas, além das entrevistas efetivadas aos principais representantes do movimento social LGBT amazonense. Dentre os múltiplos aspectos revelados ficaram claro as diversas estratégias de interlocução do movimento social mantidas com o Estado brasileiro em seus distintos momentos histórico: dos grupos de sociabilidade, organização política em grupos de defesa de direitos, criação de periódicos ou estratégias de controle social mais recente como a presenças nas conferências setoriais nos conselhos de direito, além da motivação das frentes parlamentares pró diversidade sexual. Por fim, a pesquisa também constatado aspectos que diz respeito às dificuldades de implementação dos planos, programas e projetos, além da incipiência das políticas públicas dirigidas aos segmentos sociosexuais de lésbica, gays, bissexuais, travestis e transexuais necessitando, pois, de maior proteção por parte do Estado.

Palavras chaves:relações de poder, movimento social LGBT e políticas públicas LGBT.

 

11 – Arenas discursivas em torno da LGBTfobia:jogos de verdade nos jornais do Amazonas e no parlamento nacional

Jeffeson William Pereira, Lucilene Ferreira de Melo e Isaac Guidão Toscano

RESUMO: O presente estudo objetivou analisar as arenas discursivas em torno da LGBTfobia, tal intento desdobrou-se nos seguintes objetivos específicos: discutir os pressupostos teórico-discursivos da LGBTfobia enquanto estratégia biopolítica do Estado; investigar a propagação do discurso jornalístico presente nos crimes por motivação LGBTfóbica; além de explicitar a trajetória político-discursiva da legislação destinada à criminalização da LGBTfobia. A pesquisa ancorou-se no método de análise do discurso, a partir da arqueogenealogia foucaultiana, além do acúmulo da Teoria Queer evidenciada pelas produções de pesquisadores brasileiros e estrangeiros. Dentre os resultados destaca-se nos jornais amazonenses a sutil reiteração de enunciados estigmatizantes das sexualidades não-heterossexuais, enquanto na arena discursiva do Legislativo Federal há um recrudescimento das forças políticas religiosas conservadoras, que passaram do patamar da mera oposição para a obstrução de direitos à população não-heterossexual.

Palavras chaves: arenas discursivas, LGBTfobia e biopolítica.

 

12 – O atendimento à mulher homoafetiva na atenção básica de saúde em Manaus

Luana da Encarnação Pinto

RESUMO: O trabalho objetivou conhecer a visão das representantes de organizações sociais do movimento LGBT sobre as principais dificuldades enfrentadas pela mulher homoafetiva no acesso à atenção básica de saúde em Manaus, visando identificar as ações realizadas em Manaus voltadas para saúde da mulher homoafetiva. Com relação à metodologia, o estudo foi de caráter qualitativo, as informações foram obtidas por meio da entrevista semiestruturada, na qual cinco mulheres homoafetivas participaram. Os levantamentos bibliográfico e documental evidenciaram que a homoafetividade feminina é historicamente contextualizada com o preconceito e a invisibilidade. Dentre os resultados obtidos destaca-se o preconceito e o despreparo de alguns profissionais da área da saúde como aspectos que tornam o acesso da mulher homoafetiva à saúde injusto e excludente, no qual a orientação sexual não é respeitada.

Palavras-chave: Saúde; Homoafetividade; Movimento Social.

 

13 – O panóptico midiático e a explicitação dos discursos de crimes com suspeita de motivação homofóbica nos jornais do Amazonas

Isaac Guidão Toscano e Jeffeson William Pereira

RESUMO: Objetiva-se analisar o panóptico discursivo em torno da homofobia. A pesquisa ancorou-se no método de análise do discurso a partir da arqueogenealogia foucaultiana em diálogo com a produção de pesquisadores brasileiros e estrangeiros filiados à Teoria Queer. Evidenciou-se a propalação do discurso jornalístico presente nos crimes por motivação homofóbica através dos jornais: A crítica e Diário 24 horas, em versões impressas e on line. Dentre os resultados destaca-se a sutil reiteração de enunciados estigmatizantes das sexualidades não heterossexuais, tais como a repatologização e a moralização da conduta sexual presentes no discurso dos jornais amazonenses. Evidenciam-se ainda, as estratégias jornalísticas de reiteração de verdades dos seres abjetos à heteronormatividade.

Palavras-chave: discurso, jornais, homofobia.

 

14 – Violência Contra a Mulher e as Medidas Integrais de Proteção Social em Manaus Amazonas Brasil

Célia Maria Nascimento de Oliveira, celia_mani@hotmail.com. Pós-graduanda em Prevenção e Tratamento da Dependência Química, pela Faculdade Salesiana dom Bosco, Assistente Social CRESS/AM-RR.

RESUMO: Este estudo tem como objetivo refletir sobre, os impactos da violência contra a mulher e as medidas integrais de proteção social em Manaus Estado do Amazonas-Brasil. O trabalho desenvolvido trata-se de um estudo de cunho bibliográfico de caráter qualitativo, em que se utilizaram fontes secundárias, tendo como base: teses, artigos, revistas e obras literárias referentes ao tema. Com a pesquisa foi possível perceber que a violência de gênero em Manaus Estado Amazonas/Brasil, é um problema de alta complexidade em nossa sociedade, mas as medidas integrais de proteção social em favor da mulher, estão sendo ampliadas e implantadas através das políticas públicas existentes, porém o que dificulta o acesso são as agressões que muitas vezes são causadas por pessoas que não conhecemos, em outros casos essas pessoas são membros da própria família e até mesmo amigos muito íntimos, que por estarem tão próximos acreditamos que serão incapazes de cometer qualquer tipo de crime violento conosco. O enfrentamento desse problema requer dos nossos governantes, gestores através dos órgãos competentes e toda a sociedade, medidas protetivas e interventivas mais atuantes pelas equipes profissionais para atender as mulheres vítimas de violência. A proteção integral à mulher nos dias atuais representa um grande avanço em nossa sociedade, reconhecendo-as como sujeito de direito, respeito à dignidade, à liberdade, à opinião, à alimentação, ao estudo, dentre outros.

Palavras chave: Violência contra a Mulher, Políticas Públicas e Medidas Integrais de Proteção Social.

 

15 – Machismo e Patriarcalismo nas Representações Sociais da Violência de Gênero: O Perfil do Homem Agressor a partir do Serviço de Apoio Emergencial – SAPEM na Cidade de Manaus.

Naiara Gaspar de Holanda Lima e Kamila Mariana Gadelha Hatchwell Hounsell Farias

RESUMO: O presente artigo é resultado de trabalho de conclusão de curso, que realizou-se no ano de 2014, por meio de pesquisa bibliográfica e de campo, cuja técnica de coleta de dados foi a entrevista semiestruturada. O mesmo tem como objetivo trazer o perfil do homem agressor, e os fatores que conduzem à prática da violência contra mulher. Realizou-se, uma discussão sobre a mulher, seu desempenho no seio familiar, bem como a origem da opressão e subordinação sofrida por ela ao longo do tempo, herança de um sistema machista e patriarcalista, que determina e influencia as representações sociais do homem e da mulher na sociedade. Este estudo também se propôs a descrever a figura do homem agressor, a partir de uma leitura crítica do quanto o machismo é reproduzido historicamente pela sociedade brasileira quanto a figura e o papel da mulher.

Palavras-Chaves: machismo, violência contra mulher, gênero.

 

16 – A Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher: Um Estudo sobre as Políticas Públicas de Enfrentamento

Hildelene Assis das Neves Simões Assistente Social, e-mail: hil.ansimoes@gmail.com,

Especialista em Administração de Recursos Humanos pela Universidade Federal do Amazonas e docente da Faculdade Salesiana Dom Bosco.

Valéria Barbosa Soares, e-mail: valeria.ss_soares@hotamil.com, Assistente Social, discente do curso de Pós-Graduação em Políticas Públicas no Enfrentamento da Violência Intrafamiliar na Faculdade Salesiana Dom Bosco.

RESUMO: A priori, o fenômeno da violência contra a mulher está relacionado com a desigualdade social entre os gêneros, onde no modelo de família patriarcal o sexo feminino se encontrava em posição inferior aos homens e culturalmente até hoje, a sociedade por vezes se comporta dessa maneira. Neste sentido o artigo tem como objetivo geral discorrer sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher e como objetivos específicos abordar sobre as políticas públicas de enfrentamento da violência, explanar sobre as diversas tipificações de violência e mostrar o fenômeno da violência que tem assustado a sociedade.A pesquisa é de cunho bibliográfico e documental, portanto qualitativa. Compreende-se que as mulheres têm sofrido violência dentro de sua própria casa, sendo vítima do próprio parceiro, onde a mesma além de sofrer várias tipificações de violência, depara-se frente a frente com a dor e a humilhação. Embora tenham surgido esforços em punir os agressores, o que se vê é um fenômeno cada vez mais presente na sociedade que tem aterrorizado a todos. As políticas públicas são muito importantes, mas a operacionalização dessas leis precisa envolver profissionais compromissados e capacitados para atender as vítimas e punir os agressores. Assim, compromisso e respeito são as palavras chaves para uma ação eficaz no combate a todo tipo de violência.

Palavras-Chave: violência doméstica, desigualdade entre gêneros, políticas públicas.