Você sabia que, entre 1980 e 2013, 106.093 brasileiras foram vítimas de assassinato?
De 2003 a 2013, o número de vítimas do sexo feminino cresceu de 3.937 para 4.762, ou seja, mais de 21% em uma década.

Os dados são da edição de 2015 do Mapa da Violência elaborado pelo pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz. O mapa existe desde de 1998 e tem contribuído de forma decisiva para que a sociedade brasileira reflita sobre as muitas formas de violência que se abatem sobre seus cidadãos.

A tradição de impunidade, a lentidão dos processos judiciais e o despreparo do aparato de investigação policial são fatores que se somam para sinalizar à sociedade que a violência é tolerável em determinadas condições, de acordo com quem a pratica, contra quem, de que forma e em que lugar.

Nesse ambiente cultural que valida práticas violentas, o imenso arsenal de armas de fogo existentes no país faz com que o Brasil tenha indicadores de mortes matadas equivalentes ou superiores aos de países que vivem situação de guerra ou conflito civil armado.

Racismo, intolerância de gênero e impunidade se associam à degradação do ambiente social brasileiro. O Mapa de Waiselfisz lança luz sobre o debate e contribui para que não se possa justificar a cegueira por falta de informação confiável sobre o inaceitável número.

Faltam 10 dias para o
Seminário Violência & Gênero no Amazonas

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